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Pegou! Conheça a verdadeira história do hit ‘Ai se eu te pego’, composição dos baianos Dyggs e Sharon

Os números impressionam: quase 100 milhões de visualizações no YouTube, sendo a música brasileira mais acessada da história do site, sétimo vídeo musical mais visto no mundo e primeiro lugar nas paradas do iTunes em países como Itália, Espanha, Bélgica e Holanda. Composta há três anos pelos baianos Antônio Dyggs, em parceria com Sharon Acioly – a mesma do hit ‘Dança do Quadrado’, ‘Ai se eu te pego’ tem uma longa história e subiu degrau por degrau a escada para o sucesso. Desde 2008, o hit está na ponta da língua dos feirenses, primeiros a dançarem a coreografia, agora conhecida em todo o mundo.

Classificada pela conceituada revista norte-americana Forbes como fenômeno da internet, 'Ai se eu te pego' nasceu de uma brincadeira de Acioly, carioca de 41 anos radicada na Bahia, em uma badalada barraca de Porto Seguro. “Em 2008 escutei o refrão criado por Sharon para chamar dançarinos no palco, mas não era uma música ainda”, conta Dyggs. Ele achou interessante e começou a compor: “Quando estava com a música pronta liguei para a Sharon e ela gostou. Costumo dizer que fizemos ‘Ai se eu te pego’ juntos, mas em momentos diferentes”. A parceria dos dois deu tão certo que eles viraram sócios e decidem todos os assuntos relacionados ao hit juntos.

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Repercussão mundial - O sucesso, dizem especialistas em música, se dá a uma combinação de elementos: refrão que ‘gruda na cabeça’, letra simples, melodia agradável, coreografia fácil e muitas, muitas repetições. Em entrevista ao portal iBahia, Dyggs, que também é empresário e professor de inglês, revelou que quando compôs a música não imaginou a dimensão que ela iria tomar. “Todo mundo me pergunta se eu esperava tanto sucesso. Te digo que não dava para imaginar que, três anos após compor, ela ia estourar em todo o mundo”.

Dyggs atribui a grande repercussão da música a diversas pessoas. “O sucesso vem desde Sharon, passando por Meninos de Seu Zé, Cangaia de Jegue e Garota Safada, até chegar em Michel Teló. Também não posso esquecer de Neymar e Cristiano Ronaldo, que comemoraram gols com a coreografia”, analisa.

A arrecadação dos direitos autorais é realizada através do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (ECAD), que calcula os valores que devem ser pagos pelos usuários de música, de acordo com os critérios do Regulamento de Arrecadação desenvolvido pelos compositores e editores. “A arrecadação é feita de três em três meses. Como a música está estourada há mais ou menos cinco meses, ainda não recebemos muita coisa”, revelou Dyggs. Ele contou também que a arrecadação na Europa ainda é mais demorada: “Leva de seis a oito meses para chegar no Brasil”.

Mas Dyggs acredita que Teló deve ganhar muito mais. “É o cantor que faz os shows, que perde as noites e que fica meses sem ver a família. Eu vejo a minha mulher todos os dias e levo ela para jantar, tudo com o dinheiro da ‘Ai se eu te pego’”, revelou entre risos.

 
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